segunda-feira, 6 de junho de 2011

Música -One last cry (Marina Elari)

Música -One last cry (Marina Elari)

Música da Nanda na novela -"Página da Vida" - 2006

My shattered dreams and broken heart
Are mending on the shelf I saw you holding hands
Standing close to someone else
Now I sit all alone
Wishing all my feeling was gone I gave my best to you
Nothing for me to do
But have one last cry
One last cry
Before I leave it all behind I've gotta put you out of my mind this time Stop living a lie I guess I'm down to my last cry I was here you were there Guess we never could agree
While the sun shines on you I need some love to rain on me
Still I sit all alone
Wishing all my feeling was gone
Gotta get over you Nothing for me to do
But have one last cry
One last cry
Before I leave it all behind I've gotta put you out of my mind this time Stop living a lie I know Ive gotta be strong
Cause around me life goes on and on and on and on
But have one last cry
One last cry
Before I leave it all behind I've gotta put you out of my mind for the very last time Been living a lie I guess I'm down I guess I'm down I guess I'm down To my last cry

Tradução do inglês para português

One Last Cry (Marina Elari)

Meus sonhos destruídos e coração partido
Estão se recuperando
Eu te vi,
de mãos dadas
Fechar Permanente para alguém
Agora eu me sento sozinha
Desejando que todos meus sentimentos se foi
eu dei o meu melhor para você
Nada para mim fazer
Mas tenho um último choro
One Last Cry
Antes de deixar tudo para trás, vou colocar você fora da minha mente esta vez
Deixar de
viver uma mentira
Eu acho que eu estou disposta a ultima lágrima
Eu estava aqui ,você estava lá
Acho
que nunca concordamos
Enquanto o sol brilha em você
Eu preciso de algum amor para chover em mim
Ainda estou sentada sozinha
Desejando que todos meus sentimentos desapareçam
Tenho que superar você
Nada para mim fazer
Mas tenho um último choro
One Last Cry
Antes de deixar tudo para trás, vou colocar você fora da minha mente esta vez
Deixar de
viver uma mentira
Eu
sei que Ive começou ser forte
Porque em torno de mim a vida vai sobre e sobre e sobre e sobre
Mas tenho um último choro
One Last Cry
Antes de deixar tudo para trás
Vou expulsá
-lo da minha mente por muito tempo o último vivendo uma mentira
Eu acho que eu estou pra baixo eu acho, estou triste, acho que estou para baixo a meu último grito


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sono,Insonia,Apnéia do sono,Ronco,

Cochilo depois do almoço favorece a memória e o coração

Bastam apenas 15 minutos para que o seu organismo se beneficie com a soneca

. Se para alguns o cochilo (aqueles poucos minutos de sono) não faz a menor diferença ou é sinônimo de preguiça, para a maioria é tão valioso que revigora o corpo e fortalece a memória.

O fato foi recentemente comprovado por pesquisadores da Universidade de Berkeley, na Califórnia (EUA), após testes feitos com 39 jovens saudáveis. Os participantes tinham que decorar cem nomes e rostos na hora do almoço. Em seguida, uma parte deles era liberado para dormir.

Às 18h, o grupo voltava e precisava decorar outros cem nomes e rostos. A conclusão do estudo foi de que os 20 jovens que tiraram uma soneca apresentaram desempenho 10% melhor na tarefa, o que apontou para um melhor funcionamento do cérebro após a soneca.

Mas será que todo o organismo se beneficia com o cochilo após a hora do almoço? O
MinhaVida conversou com os especialistas em sono, o pneumologista Denis Martinez, e o neurologista Shigueo Yonekura, do Instituto de Medicina e Sono, que mostram por que o cochilo faz bem para o corpo e para a mente

Cochilo hora do almoço

Almoço: horário nobre do cochilo
Ao contrário do que muita gente pensa, o sono que bate logo depois do almoço não é conseqüência da ação da alimentação no organismo e sim, um instinto natural do nosso organismo, que reage assim quando nossas reservas de energia caem.

"Fomos nos adaptando a correria dos tempos modernos e deixando de cochilar na hora do almoço, mas a sesta é tradicional em muitos países (principalmente nos países europeus) até hoje, por ser uma necessidade biológica do ser humano já que por volta deste horário, as reservas de ATP e glicogênio que nos dão energia sofrem uma baixa", explica Denis Martinez. "Nestes casos, o cochilo não indica nenhum tipo de distúrbio e não interfere na qualidade de sono à noite", afirma.

Mas e o papel da comida nesta história então?
Ela deixa nosso organismo um pouco mais lento já que o processo de digestão requer certo gasto energético para se concretizar, porém, este gasto é praticamente insignificante, o que explica a pouca relação da ingestão de alimentos e o sono na hora do almoço: "juntando a baixa de energia natural e biológica que sofremos na hora do almoço, com a pequena moleza típica da digestão, ficamos mais sonolentos, mas o processo digestivo interfere muito pouco na sonolência que sentimos", explica Denis Martinez.

insônia

Noites mal dormidas x cochilos constantes
Se por um lado o sono na hora do almoço é um processo natural e biológico, por outro, sua recorrência em outros períodos do dia de forma intensa, pode ser sinal de que você tem algum distúrbio do sono.

Em geral, pessoas que se sentem sonolentas ao longo do dia ou não se sentem descansadas depois da soneca, sofrem de insônia, apneia do sono ou algum distúrbio do sono, e como não conseguem repor a energia de forma suficiente durante a noite e até mesmo depois de um cochilo, continuam sonolentas.

"Quando isso acontece, o ideal é procurar um especialista e identificar o distúrbio, para manter a qualidade de seu sono e evitar o estado de soneca constante. Tem gente que acha que o cochilo atrapalha o sono à noite e na verdade não é assim que funciona. Muitas vezes, um simples e gostoso cochilo não atrapalha o sono, mas é um indício de que ele já não vai bem", explica Denis.

30 minutos depois, você já está pronto para outra!
Se já está comprovado que 15 minutos são suficientes para deixar nosso corpo em ordem, a média
de tempo que levamos para voltar ao estado normal depois do cochilo ainda é bastante discutível:

"alguns especialistas acreditam que apenas cinco minutos já são suficientes para a pessoa voltar a ativa numa boa depois do cochilo, já outros, explicam que este tempo depende da duração do cochilo. Se a pessoa cochilou mais de 20 minutos, deve demorar cerca de uma hora e meia para voltar ao normal. Acredito que uma média razoável são 30 minutos após a soneca", explica Denis.

Haja memória!
A parte do cérebro que mais trabalha ao longo do dia é exatamente a que está ligada a memória. Quando não dormimos bem, ela reflete o nosso cansaço, e é por isso, que em geral, pessoas sonolentas não conseguem focar sua atenção e muito menos se lembrar de algo.

O sono funciona para nós seres humanos como um repositor de energia. Durante a noite, enquanto dormimos, repomos nossas energias através da produção de ATP e glicogênio, que abastecem nosso organismo para o dia seguinte: "se a pessoa não dorme, se sente muito mais cansada e desatenta porque está com suas reservas de glicogênio e ATP em baixa.
Quando cochilamos por cerca de 15 a 20 minutos, conseguimos ativar este mecanismo de forma a repor parte das energias perdidas ou que não foram repostas durante a noite", explica Denis.

Memória e concentração: além do cansaço e da irritabilidade, a pessoa que sofre de insônia também apresenta dificuldades de concentração e memorização de fatos recentes.

Para Shigueo Yonekura, isso acontece porque interrompemos um processo natural de memorização e aprendizado.
"É durante o sono que gravamos o que aprendemos ao longo do dia. Se o sono falha, a memória e a concentração ficam prejudicadas", diz.

15 minutinhos que valem ouro
Se você é do tipo que acha sinal de preguiça tirar uma sonequinha na hora do almoço, preste atenção em alguns dos benefícios que ela traz a saúde:

-Fortalece a memória

-Diminui os riscos de ataques cardíacos

-Confere mais disposição e energia

- Aumenta a concentração, reduzindo acidente

Aumenta a sua produtividade no trabalho


cochilo

Consequências para a saúde de quem não dorme bem
-Obesidade: "durante a noite produzimos a leptina, um inibidor natural de apetite. Quando não dormimos, cai a produção deste hormônio e a pessoa fica mais propensa a ganhar peso", explica Shigueo.

-Envelhecimento precoce e dificuldade de crescimento: Shigueo explica que é também durante o sono que produzimos o GH, hormônio do crescimento, responsável pelo crescimento do nosso corpo e pela elasticidade da nossa pele.

-Baixa de testosterona: outra consequência da insônia, para os homens, é a baixa da produção de testosterona, diminuindo a libido. "É durante o sono que repomos muitos de nossos hormônios, se dormimos mal, deixamos de produzi-los de maneira natural", finaliza Shigueo

Dormir pouco afeta mais as mulheres do que os homens

Durante o sono, surgem alterações que aumentam riscos de problemas cardíacos

Pesquisas já comprovaram que poucas horas de sono aumentam as chances de apresentar problemas cardíacos. A novidade é que esse risco é ainda maior para as mulheres que dormem pouco. Pesquisadores do University College e da Universidade de Warwick, de Londres, concluíram que os níveis dos marcadores inflamatórios, utilizados na identificação de doenças cardiovasculares, variam entre as mulheres no período de sono - o que não acontece com os homens.

A pesquisa foi baseada em dados de 4,6 mil funcionários públicos de Londres, com idades entre 35 e 55 anos. Foi diagnosticada uma alteração na molécula interleucina-6 (IL-6), conhecida por desencadear inflamações, nas participantes que dormiam menos de sete horas por noite. As mulheres que dormiam menos de cinco horas apresentaram maiores níveis da proteína C, molécula ligada a problemas cardíacos.

No entanto, Michelle Miller, pesquisadora da Universidade de Warwick, explica que mais pesquisas são necessárias para verificar a interferência que o sono provoca nas mulheres. "As diferenças nos níveis hormonais podem ser a chave para descobrir esse processo", completa a pesquisadora.

Tratamento grátis cura distúrbios do sono

Insônia ou sonolência excessiva merecem atenção especial

Dores de cabeça pela manhã, sonolência durante o dia, insônia, bruxismo e apnéia são sintomas de distúrbios do sono que não podem passar despercebidos, pois, caso não sejam tratados, resultam em outros problemas, como perda de memória, falta de concentração e oscilações no humor.

Para diagnosticar e tratar esses distúrbios, é feito um estudo do sono. O paciente passa a noite em um quarto ou laboratório preparado para monitorar as funções cardíacas e respiratórias, bem como a movimentação dos olhos e do corpo, para que sejam avaliados os estágios do sono.

Serviço
A Universidade Nove de Julho oferece atendimento gratuito no Laboratório do Sono, com foco no diagnóstico e tratamento dos distúrbios durante o sono. Durante o período noturno, são disponibilizados dois leitos para que o paciente fique em observação.

"Além de beneficiar a comunidade, que pode ter acesso a um exame sofisticado e o diagnóstico de uma doença até então desconhecida, o estudo dos distúrbios do sono na UNINOVE é fundamental para o desenvolvimento de alunos de graduação, pós-graduação e professores que podem ter contato com pacientes tanto durante o exame, quanto no acompanhamento terapêutico, tendo assim, uma formação adequada para a qualificação profissional", explica o Prof. João Carlos Ferrarui, diretor do Mestrado em Ciências da Reabilitação.

Os interessados em participar do atendimento devem entrar em contato de segunda a sexta-feira, das 9 às 19hrs, pelo telefone 3665-9325 ou diretamente na universidade, localizada na Av. Francisco Matarazzo, 612, Água Branca, São Paulo.

Acabe com os mitos sobre o ronco

A visita ao dentista pode gerar resultados para o distúrbio

O distúrbio do sono que mais incomoda cônjuges, parceiros, filhos ou até mesmo - nos casos mais graves - vizinhos, é sem dúvida o ronco. Depois de muita reclamação, as pessoas que roncam demais buscam saída em médicos otorrinolaringologistas, quando, na maioria dos casos, a solução está na visita a um dentista. Esse desconhecimento é comum, pois a Odontologia do Sono ainda não é tão disseminada nos pacientes que sofrem de ronco. Mas este cenário já está mudando. Vamos aproveitar este espaço para desmistificar algumas crenças a respeito o ronco, e também para esclarecer algumas verdades sobre este mal.

O ronco é mais freqüente em quem dorme de barriga para cima
Não necessariamente. De barriga para cima, os músculos tendem a obstruir a garganta com maior facilidade aumentando a dificuldade da passagem do ar e as chances do ronco. Mudar de posição pode ajudar a resolver o problema nos casos mais leves. Na maioria das vezes o ronco acontece em qualquer posição. Como o ronco pode gerar consequências graves, a mudança da posição não deve ser considerada com tratamento sem a indicação de um especialista.

Roncar separa casais
Verdade. Os cônjuges sofrem com o barulho e acabam tendo insônia, passando o dia cansados, sonolentos, com todas as consequências de uma noite não dormida. Imagine isso, repetidamente, durante anos. Na maioria dos casos, os casais passam a dormir separados.

Roncar é sinal de sono profundo
Mito. É exatamente o contrário, quem ronca não dorme bem, não atinge sono profundo, não tem sono reparador, não relaxa e não descansa. Pode ainda ter apneia do sono.

Roncar pode causar disfunção erétil
Verdade. O corpo do roncador, por não descansar bem, acaba perdendo energia e causando mais cansaço. Essas condições podem levar a problemas de ereção, desde que tenha apnéia do sono.

O ronco pode causar apneia
Verdade. Roncar não é normal e é sinal de apneia do sono (falta de ar por mais de 10 segundos).

Apneia é perigoso
Verdade. A apneia fragmenta o sono e altera os níveis de oxigênio no sangue gerando conseqüências graves para a saúde e a qualidade de vida como: hipertensão e problemas cardiovasculares, cansaço e sonolência diurna, depressão, irritabilidade, diminuição da concentração e do raciocínio, diminuição da libido e impotência sexual; e ainda aumenta muito a chance de acidentes no trabalho e no trânsito.

O ronco é um distúrbio de saúde e do sono de natureza crônica e pode ser tratado com um aparelho oral.

Ronco não tem solução
Mito. O ronco é um distúrbio de saúde e do sono de natureza crônica e pode ser tratado com um aparelho oral de eficácia comprovada. O aparelho estimula a musculatura da língua, da garganta e do céu da boca, impedindo o estreitamento e fechamento da via aérea quando respiramos. Dessa forma o ronco é controlado e o indivíduo não desenvolve as conseqüências do ronco.

O ronco pode causar problemas cardio-vasculares
Verdade. Hoje sabemos que só o ronco, mesmo sem apneia, pode gerar problemas na artéria carótida por causa da vibração frequente dos músculos do canal de passagem do ar, acontecer muito perto da carótida. A carótida pode ficar calcificada e pode acontecer o acidente vascular cerebral, o derrame.

O dentista do sono é o especialista mais indicado para solucionar o ronco
Verdade. A placa ou aparelho intra-oral é um ótimo tratamento para o ronco quando bem realizado e bem acompanhado pelo especialista. O aparelho mudará o relaxamento dos músculos da garganta e manterá as vias aéreas abertas para a passagem do ar.

Como se dá o tratamento do ronco
Por incrível que possa parecer, próteses ou aparelhos nos dentes feitos especificamente para o paciente com distúrbios do sono, são métodos altamente eficazes para eliminar o problema. Primeiramente, peço um estudo detalhado que pode ser feito em Clínicas de Exame do Sono, cujo responsável é um médico do sono. Com esse diagnóstico, temos condições de saber os níveis de ronco e se existem outros distúrbios do sono presentes, como a própria apneia ou o bruxismo do sono. O aparelho oral é confeccionado de acordo com o tipo de arcada dental de cada indivíduo. Existem vários tipos de aparelhos, escolhidos após uma avaliação das condições orais e faciais que incluem um exame odontológico completo da boca, dos dentes e gengivas, dos músculos da face e da mastigação e articulação da mandíbula - a ATM. Com o aparelho, o ar vai passar por uma garganta ou via aérea mais aberta, livre da resistência provocada pelo relaxamento dos músculos aumentados nos indivíduos com ronco e apneia do sono.

Como se dá o tratamento do ronco
Por incrível que possa parecer, próteses ou aparelhos nos dentes feitos especificamente para o paciente com distúrbios do sono, são métodos altamente eficazes para eliminar o problema. Primeiramente, peço um estudo detalhado que pode ser feito em Clínicas de Exame do Sono, cujo responsável é um médico do sono. Com esse diagnóstico, temos condições de saber os níveis de ronco e se existem outros distúrbios do sono presentes, como a própria apneia ou o bruxismo do sono. O aparelho oral é confeccionado de acordo com o tipo de arcada dental de cada indivíduo. Existem vários tipos de aparelhos, escolhidos após uma avaliação das condições orais e faciais que incluem um exame odontológico completo da boca, dos dentes e gengivas, dos músculos da face e da mastigação e articulação da mandíbula - a ATM. Com o aparelho, o ar vai passar por uma garganta ou via aérea mais aberta, livre da resistência provocada pelo relaxamento dos músculos aumentados nos indivíduos com ronco e apneia do sono.

Apnéia do sono é o pesadelo de quem dorme mal

O ronco é o principal sintoma da doença, que já atinge 25% da população entre 40 e 60 anos

Ao sofrer de insônia, obviamente, a moleza aparece para denotar um sono mal concluído, mas agora o caso é mais sério, de preocupação com a saúde.

O fato deve-se à existência de uma doença que, segundo a Sociedade Brasileira do Sono, já atinge 25% da população entre 40 e 60 anos: a

Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono. A doença é caracterizada por pausas repetidas de 10 a 30 segundos na respiração de uma pessoa que está dormindo. O ronco, muito comum em quem sofre de apnéia, é interceptado por estas paradas na respiração que podem ocorrer até cinco vezes em uma hora de sono -, o que leva o indivíduo a acordar assustado e retomando o ar.

A deficiência na oclusão dental e as deformidades de posicionamento da mandíbula e maxila acarretam o estreitamento das vias aéreas. Assim, o ar, como entra com mais dificuldade, faz com que a pessoa ronque mais. Este quadro, de roncadura e má posição do esqueleto facial inferior, é um prato cheio para, quando analisado por um especialista, ser diagnosticado como apnéia do sono.

É muito importante a avaliação especializada e um correto diagnóstico, pois tais alterações maxilomandibulares somente são passíveis de correção por meio da cirurgia ortognática, que irá reposicionar os maxilares e criar uma via aérea permeável e livre , destaca o cirurgião buromaxilofacial e especialista em cirurgia ortognática Otavio Cintra.

A doença atrapalha de noite, mas pode ser sentida durante o dia também. Cefaléia matutina, cansaço, falta de atenção, baixo rendimento no trabalho, alteração de humor, fadiga, dificuldades em concentração, perda de memória e libido e sonolência excessiva são prejuízos freqüentes de uma noite mal dormida.

Este último, por sua vez, se agravado, pode incapacitar o indivíduo de participar de situações ativas como reuniões, conversas, idas ao teatro ou cinema. Isso porque a sonolência extrema faz com que a vontade de dormir não espere até chegar em casa. Além disso, a apnéia pode gerar outros malefícios à saúde, como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e depressão, dentre outros.

A doença pode aparecer por diversos motivos: obesidade, anormalidades endócrinas ou craniofaciais, como aumento do tecido mole e tecido linfóide da faringe, obstrução nasal, como hipotireoidismo e também devido ao histórico familiar.

Uma medida fácil que pode ser feita em casa em frente a um espelho é o Teste de Mallampati. Ao abrir bem a boca, tente ver a úvula (sininho). Caso não consiga visualizá-la procure um médico, pois pode ser sinal de apnéia do sono.

Definitivamente não é normal roncar e ter momentos de falta de ar durante a noite. Se notado algum sintoma é imprescindível iniciar rapidamente o tratamento e preservar a qualidade de vida , reforça Otavio Cintra.

Ronco, ouça o que esse barulho quer dizer

Em alguns momentos pode haver uma obstrução que interrompe a respiração e provocar microdespertares. Essa é a forma mais comum de apnéia, um mal que atrapalha o sono e pode elevar a pressão arterial. "A longo prazo, a apnéia pode desencadear doenças cardiovasculares", previne a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, da Unifesp, em São Paulo.

A apnéia atinge mais homens, geralmente os de meia-idade, e obesos. A explicação é simples. Com o passar dos anos, a musculatura da garganta se torna mais flácida e assim mais propensa à vibração e à obstrução. Além disso, quando engordam, os moços ganham volume no abdômen, no tórax e no pescoço. Ou seja, na parte superior do corpo. A gordura nessa região espreme o tórax e as vias aéreas, o que compromete a respiração. Já as mulheres engordam nas pernas, nos quadris, no abdômen, na cintura e nos glúteos regiões que não comprometem tanto o sistema respiratório.

Estar acima do peso é um dos fatores de risco da apnéia, embora os magrinhos não estejam livres desse mal. De acordo com a neurologista Dalva Poyares, 20% dos pacientes que passam pelo Instituto do Sono não são obesos e cerca de 6% têm Índice de Massa Corpórea (IMC) menor que 25, ou seja, possuem peso normal. Não consegue emagrecer? Saiba que a apnéia também gera dificuldades para perder quilos, pois altera a produção da leptina e da grelina, duas substâncias que regulam o apetite.
É hora de ir ao médico?
Se você ronca muito alto, tem dores de cabeça, falta de disposição e sonolência ao longo do dia, não importa quantas horas tenha descansado, está na hora de procurar um médico. O exame de polissonografia vai mapear o comportamento do sono durante à noite.

A apnéia pode ser leve (5 a 15 paradas respiratórias por hora de sono), moderada (16 a 30) ou acentuada (31 para cima).

Nos casos mais leves costuma-se usar um aparelho bucal, que desloca a mandíbula e a língua de 5 a 7 milímetros para a frente, aumentando a distância entre a língua e a faringe. O CPAP (sigla em inglês para pressão nasal aérea positiva contínua ) é indicado para apnéias graves.

Trata-se de uma máscara colocada ao redor do nariz. Ele empurra o ar vindo de um compressor e forma uma espécie de colchão na garganta. Assim, as vias aéreas não se colam. Apesar de menos recomendado, há também o procedimento cirúrgico. É uma cirurgia cara e poucos médicos realizam no Brasil, mas obtém 90% de sucesso , explica a médica do Instituto do Sono.

Sono tranqüilo

Siga nossas dicas e descubra como é delicioso dormir silenciosamente.

1. Use uma bolinha de tênis, colocada dentro de uma meia e costurada nas costas do pijama. Ela forçará você a dormir de lado, posição mais eficaz para evitar o ronco e a apnéia.
2. Emagreça.
3. Dispense os tranqüilizantes para dormir
4. Não coma antes de se deitar.
5. Evite bebidas alcoólicas antes de dormir.
6. Não faça exercícios físicos à noite.
7. Coloque calços sob cabeceira da cama para erguê-la de 10 a 15 centímetros.


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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Saber sobre o Índio hoje

CULTURA

10 passos para o ensino da história indígena

Entenda a lei 11 645 e veja o que a escola do seu filho tem feito dentro e fora das salas de aula para cumpri-la


Educar


13/04/2011 13:59

Texto
Mariana Queen

Foto: Carlos Goldgrub

Educadores consideram importante a valorização da diversidade cultural no Brasil, onde os indígenas correspondem a aproximadamente 0,5% da população

Se você ainda acha que o Brasil foi descoberto em 1500, precisa rever seus conceitos. A história e a cultura deste pedaço de terra à leste de Tordesilhas começou bem antes da chegada das naus portuguesas. E é esta consciência de que o Brasil é anterior a Pedro Álvares Cabral que a escola precisa discutir. É o que prevê a lei 11 645 , que obriga o estudo da história e cultura indígenas em todas as escolas nacionais de Ensino Fundamental e Médio, desde 2008.

A
lei 11.645 acrescentou a obrigatoriedade do ensino da cultura e história indígena à lei 10.639, de 2003, responsável por inserir a história afro-brasileira e africana nos currículos escolares. A intenção é fazer com que as questões indígenas e afro-brasileiras sejam abordadas em disciplinas como Educação Artística, Literatura e, claro, História do Brasil.

Sabendo da existência e da importância da lei 11.645, vale ficar de olho no que as instituições de ensino estão fazendo para cumpri-la. Veja abaixo o que a escola do seu filho pode fazer para abordar o conteúdo nas salas de aula e como você, pai, pode contribuir com o processo.

Veja também:

TESTE - Como a escola do seu filho aborda a nossa origem indígena?

Para ler, clique nos itens abaixo:

1. Por que a lei 11 645 é relevante?
Por que ela mostra a importância dos indígenas para a construção da identidade brasileira. Apesar serem hoje poucos no país, os indígenas influenciaram - e muito - a cultura de todos os brasileiros. "Ninguém vive isolado absolutamente, fechado entre muros de uma fortaleza. Em qualquer caso, os povos se influenciam mutuamente", diz o professor José Ribamar Bessa Freire, coordenador do Programa de Estudos dos Povos Indígenas da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, sobre a chamada interculturalidade brasileira. E o que é a interculturalidade? É justamente o resultado da relação entre culturas, como aconteceu no Brasil entre os indígenas, os africanos e os europeus.
2. Quantos são os indígenas no Brasil de hoje?
Segundo o Censo 2000, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem no Brasil mais de 734 mil índios. "A estimativa é de que, atualmente, tenha no país cerca de um milhão de indígenas; aproximadamente 0,5 % da população brasileira", diz o professor José Ribamar Bessa Freire, coordenador do Programa de Estudos dos Povos Indígenas da UERG. Esses índios se distribuem entre quase 230 povos, que falam 188 línguas diferentes. Os números espantam quando se considera os quase 6 milhões de indígenas que existiam em nosso país antes da chegada dos colonizadores.
3. E por que é preciso preservar a história indígena?
Porque ela diz respeito à história de todos os brasileiros. Como já dissemos, apesar de serem relativamente poucos no Brasil, os indígenas tiveram grande influencia na cultura do país. "Grande parte da população brasileira carrega o sangue indígena em sua formação familiar. Além disso, vivemos diariamente as influências indígenas em nossas vidas; nas brincadeiras, nos tipos de alimentos que comemos etc", diz a professora Andrea Sales, pedagoga e colaboradora do núcleo de pesquisas Proíndio da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Portanto, preservar a história indígena é manter viva parte da história do povo brasileiro. E é importante reconhecer as origens culturais do Brasil de maneira pedagógica. Garantir esses temas na educação básica permite uma aprendizagem baseada no respeito e na valorização das diferentes culturais.
4. Como exigir a aplicação da lei na escola do seu filho?
Uma das formas é participar do Conselho Escolar e opinar no projeto pedagógico da instituição junto com os professores e gestores de ensino. Fique atento: a lei 11 645 diz que os conteúdos referentes à história e cultura indígena e afro-brasileira devem ser ministrados em todo currículo escolar. Especialmente nas disciplinas de Educação Artística, Literatura e História Brasileira. Em caso de negligência da escola, é indicado entrar em contato com a Secretaria Municipal ou Estadual da Educação de sua região.
5. Como você, pai, pode colaborar?
A família tem muito a contribuir para a formação dos alunos juntamente com os princípios da lei 11 645. Afinal, se o conteúdo tratado nas escolas não for valorizado dentro de casa, parte do aprendizado do seu filho sobre o assunto poderá ficar comprometida. No Colégio Friburgo, de São Paulo, o procedimento é mandar cartas para os pais explicando a atuação da escola, antes mesmo da abordagem de determinados temas. Segundo a coordenadora da escola, Eni Spimpolo, muitos pais dão retorno. "Uma vez, um pai que já tinha ido ao Parque Nacional do Xingu [reserva indígena, no Mato Grosso do Sul] pegou os materiais que tinha trazido da viagem e veio à escola dar uma palestra sobre o tema para as crianças", conta. O exemplo é aprovado por educadores. Muitos recomendam a colaboração dos pais com sugestões e disponibilização de conteúdos próprios para a escola do filho.
6. Que programas são legais?
Saídas a campo são alternativas mais ousadas para abordar a história e a cultura indígena de maneira diferenciada. Além de teatros e museus, que tal conhecer diretamente a cultura indígena? Confira os lugares recomendados pelos especialistas.

- Centro de Lazer e Cultura Toca da Raposa

O Centro de Lazer e Cultura Toca da Raposa, em Juquitiba, São Paulo, foi fundado há 15 anos e tem a intenção de abordar temas ambientais sobre a Mata Atlântica no Brasil. No espaço, durante os meses de abril e maio, acontece um intercâmbio cultural entre os indígenas e estudantes para celebrar o mês do Dia do Índio (19). A partir da visita, os alunos aprendem um pouco da cultura dos indígenas entrando em contato com instrumentos de caça desse povo e assistindo a uma apresentação dos indígenas em uma aldeia cenográfica. Em São Paulo, os alunos do Colégio Friburgo experimentaram o passeio. Os estudantes aprenderam com profundidade sobre a tribo dos Kuikuros do Parque Nacional do Xingu, no estado do Mato Grosso. "As crianças participam de danças típicas e aprendem novas palavras de origem indígena presentes no português. Kuikuiro, por exemplo, é 'peixinho pequeno'", conta Eni Spimpolo, coordenadora do Ensino Fundamental do colégio. As escolas interessadas devem ligar para o Centro e agendar as visitas. Toca da Raposa Centro de Lazer e Cultura - Rodovia Régis Bittencourt Km 323 - Bairro das Senhorinhas, Juquitiba - SP - Telefone: (11) 4681-2854| Ingresso: R$ 75,00 (visitação para escolas - café da manhã + almoço+ lanche e monitoria em tempo integral); R$ 40, 00 (a partir dos cinco anos); R$ 30,00 (crenças de três a quatro anos. Crianças até dois anos de idade não pagam a entrada | Horário: Segunda a sexta-feira (apenas visitação escolar), das 8h30 às 16h30. Sábados, domingos e feriados o Centro de Lazer e Cultura Toca da Raposa é abertos a todos os públicos | Temporada: de 27de março a 22 de maio| Site: www.tocadaraposa.com.br

- Museu do Índio - CICI (Centro de Informação da Cultura Indígena) - São Paulo

No Museu do Índio - CICI (Centro de Informação da Cultura Indígena), em Embu das Artes, São Paulo, as crianças podem ter contato com objetos usados pelos indígenas das regiões Centro-Oeste e amazônica, como brinquedos, adornos, utensílios domésticos e uma zarabatana (instrumento artesanal indígena) com mais de 4 metros de comprimento. O Museu é resultado de 42 anos de pesquisa do artista Walde Mar de Andrade e Silva, de 78 anos. "Após lei de 2008, as escolas passaram a incentivar mais a vinda dos alunos ao Museu", conta o fundador. As visitas podem ser feitas com ou sem monitoramento. Há também a opção de agendamento de uma palestra para os alunos como parte do passeio. Os preços variam conforme os pacotes. Museu do Índio - Rua da Matriz, 54, Centro de Embu das Artes, São Paulo - Telefone: (11) 4704-3278 Ingresso: R$ 3 (visita simples); R$ 8 (visita monitora) e R$ 15 (visita monitorada + palestra) Horário: terça-feira a domingo, das 10h às18h

- Museu do Índio Funai - RJ

Esse é o museu oficial do indígena no Brasil. Foi criado em 1953, pelo famoso antropólogo Darci Ribeiro. Hoje, compreende um dos maiores acervos da América Latina sobre a história e cultura das sociedades indígenas contemporâneas. São mais de 68 mil documentos audiovisuais e mais de 125 mil textuais. Escolas públicas, instituições filantrópicas e ONGs não pagam ingresso. Para obter a gratuidade é preciso apresentar um ofício de identificação no dia da visita. O site do Museu oferece um sistema de Pesquisa Escolar que permite a professores, alunos e pais ter acesso a conteúdos específicos sobre questões indígenas. Vale conferir! Museu do Índio - Rua das Palmeiras, 55, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ - Telefones: (21) 3214-8702; (21) 3214-8705; (21) 3214-8729 ou (21) 3214-8730| Ingresso: R$ 3,00 (terça-feira a sábado). Aos domingos, a visitação é gratuita. Estudantes da rede pública e pessoas acima de 65 anos têm entrada franca| Horário: Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30 | Site: www.museudoindio.gov.br | E-mail: atividade@museudoindio.gov.br
7. Como o tema pode ser abordado nas aulas?
O professor pode partir da curiosidade dos estudantes sobre o assunto, por exemplo. Será que eles sabem das marcas que as línguas indígenas deixaram no português do dia a dia? Explorar a diversidade linguística - a chamada glotodiversidade - pode ser divertido e curioso. Palavras como carioca (casa de branco) e ipanema (rio de pouco peixe) terão novos valores para os estudantes. "Segundo um lingüista do IEL [Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp], o 'R' que falamos no 'linguajar caipira' - chamado pelos pesquisadores de 'R' retroflexo-, por exemplo, é um som que tem origem em uma língua indígena falada no interior de São Paulo", conta o professor-coordenador do Programa de Estudos dos Povos Indígenas da UERG, José Ribamar Bessa Freire.

Além disso, a abordagem de políticas públicas de inclusão e proteção aos povos oprimidos também é uma boa alternativa. Um ponto de partida, conta a coordenadora do Colégio Friburgo, Eni Spimpolo, é o estudo da atuação dosirmãos Vilas Boas no país - sertanistas que contribuíram com a criação de postos de assistência aos índios, na região central do Brasil, durante a década de 1940. "Falamos com aos alunos sobre as transformações culturais que os povos indígenas sofreram a partir do contato com o 'homem branco'", diz Eni, provando que a contextualização do conteúdo é importante para o aprendizado.

A música também é uma ótima estratégia para o aluno memorizar conteúdos. E quanto mais novo for o estudante, mais fácil a memorização. No Colégio Vértice, os alunos utilizam instrumentos típicos de tribos indígenas nas aulas de música. "Exploramos também a arte, a comida, a roupa, o tipo de trabalho e o lazer dos indígenas", conta Ana Maria Gouveia Bertoni, diretora pedagógica da escola.
8. Quais as dificuldades de aplicação da lei 11 645 na sala de aula?
A diferença de recursos entre escolas públicas e particulares, a falta de formação de professores sobre o tema tratado pela lei e a abordagem por vezes estereotipada da história e cultura indígena nos livros didáticos são algumas das dificuldades apontadas por educadores para a real implantação da lei 11645 nas escolas. O MEC (Ministério da Educação) reconhece esses empecilhos e divulga que o documento final da I Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, realizada em 2009, recomenda algumas medidas para mudar esse quadro. Segundo as resoluções, o Ministério e as Secretarias de Educação devem garantir e ampliar recursos financeiros para a produção, avaliação, publicação e distribuição de materiais específicos relacionados à lei. Entretanto, ainda não se tem notícias da elaboração das "Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Indígena", como ocorreu com o conteúdo afro-brasileiro e africano a partir da lei 10 639.
9. Como preparar os professores para que cumpram a lei 11 645?
A dificuldade para uma resposta exata a essa pergunta ocorre por conta da formação dos professores brasileiros. Sabe-se que a maioria deles não tem experiência profunda no ensino da história e da cultura indígena. Apesar disso, segundo a professora Rachel de Oliveira, especialista em relações raciais na educação da Universidade de Santa Cruz, na Bahia, o Estatuto da Pedagogia diz que o professor é obrigado a saber ensinar conteúdos sobre questões étnicas. "O professor deve repensar sua prática em sala de aula. Não se deve incentivar, por exemplo, apenas festas em que os alunos se pintem de 'índio' e saiam dançando como 'índio'", diz Rachel. Ela alerta para que os professores fiquem atentos à utilização de expressões pejorativas, como isso "parece coisa de índio" em sala.
10. Como encontrar o material adequado para trabalhar com os alunos?

As DCNs (Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação) têm a função de orientar e obrigar o ensino de temas específicos nas escolas. Mas, até o momento, o MEC não divulgou Diretrizes Curriculares relacionadas ao ensino da cultura e história indígena. Para José Ribamar Bessa Freire, professor-coordenador do Programa de Estudos dos Povos Indígenas da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é necessário elaborar uma documentação ampla sobre o ensino indígena para a orientação dos educadores. Como alternativa, o professor indica a Referencia Curricular Nacional para Escolas Indígenas produzida pelo MEC. Apesar do documento ser direcionado para escolas que educam os jovens índios, o seu conteúdo pode servir de exemplo para as demais instituições de ensino. "O que os índios estão fazendo com a escola pode ajudar o sistema nacional de educação a rever um pouco a prática da lei 11 645", diz Freire. Muitos educadores reclamam da falta de livros didáticos para a abordagem do que se exige nas leis 11 645 e 10 639. "O governo precisa assumir que ter acesso a materiais literários sobre esses temas é tão fundamental quanto a própria alfabetização", opina Rachel de Oliveira, especialista em relações raciais na educação da Universidade de Santa Cruz, na Bahia. Segundo ela, a produção de livros independentes de literatura indígena vem crescendo no Brasil - e essa pode ser uma boa alternativa para as aulas. Para momentos difíceis em sala, a professora indica a abordagem de questões como a solidariedade e a opressão sobre o outro, base da chamada Pedagogia do oprimido de Paulo Freire .


http://educarparacrescer.abril.com.br

Eu recebi um email que dizia se eu queria fazer um teste para saber o quanto eu tenho de índio.

Para mim é tudo. Veja o resultado abaixo.

CULTURA

O quão índio é você?

Faça o teste elaborado pela pedagoga e pesquisadora-colaboradora do núcleo Proíndio da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Andrea Sales, e descubra o quão influenciado pela cultura indígena você é



Resultado
indígena
Foto: Divulgação



Índio com orgulho!
Você tem muito da cultura indígena nos seus hábitos cotidianos

A cultura indígena está muito presente nos seus hábitos cotidianos. Esse resultado é individual, mas pode dizer muito sobre a sua família, aquela que passou a você os valores culturais e sentimentais refletidos neste teste. "Devemos perceber que grande parte da população brasileira carrega o sangue indígena em sua formação familiar", diz Andrea Sales, pedagoga e pesquisadora-colaboradora do núcleo de pesquisas Proíndio da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).



A fala mostra que - como não poderia deixar de ser, considerando a história do país - convivemos diariamente com as influências indígenas: lembrando das brincadeiras da infância, da base da alimentação brasileira ou do respeito e obediência aos mais velhos o reconhecimento de que a diversidade cultural do país tem a contribuição indígena deve ser sempre valorizado. "Os povos indígenas se utilizaram e ainda se utilizam da oralidade para que todos os seus saberes nos fossem passados. Mais do que valorizar, devemos também reconhecer que nosso cotidiano está permeado por essa sabedoria", completa Andrea.



Para saber mais leia a reportagem 10 passos para o ensino da história indígena
que é o texto que coloquei acima.


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Oração para pedir a Salvação

Oração para pedir a Salvação

20, maio, 2010


Socorrei-me, Senhor e vida minha, a fim de que não venha a morrer na minha maldade. Se não me criásseis, não existiria; criastes me, passei a existir; se não me dirigirdes, cessarei de existir.

Não foram encantos ou méritos meus que vos compeliram a dar-me o ser, senão a vossa infinita munificência.

Suplico Vos, pois, que aquele mesmo amor que Vos compeliu à minha criação, possa igualmente compelir Vos a reger-me; porquanto, que aproveita haver Vos o vosso amor compelido a criar-me, se eu morrer na minha miséria, privado da direção de vossa destra?

Obrigue Vos, Senhor, a salvar-me essa mesma clemência que Vos levou a tirar do nada o que jazia no nada; vença-vos em libertar-me a caridade que Vos venceu em criar-me, pois não é hoje menor este vosso atributo do que era então.

A caridade sois Vós mesmos, que sempre sois e não mudais. Não se Vos encurtou a mão, que não possais salvar-me; nem se Vos endureceu o ouvido, que não mais Vos seja dado ouvir-me.

(Santo Agostinho)

Fonte: Lepanto



Espírito Santo, vem ao meu coração e atrai-me a Ti pelo teu poder; dá-me caridade e temor. Cristo, livra-me de todo mau pensamento e aquece-me com teu ardentíssimo amor. Meu Pai, santo e bondoso meu Senhor, ajuda-me em todo trabalho. Assim seja.

  • Santa Catarina de Sena -

sábado, 19 de março de 2011

Sexo - Seus cuidados

Sexo oral pede proteção redobrada

Preservativo feminino não protege contra a transmissão de doenças

Por Minha Vida Publicado em 31/7/2009

Os estudos sobre o sexo oral comprovam que a prática é bem vista pelos brasileiros. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Projeto de Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, 66,8% dos homens e 63,4% das mulheres admitem realizar a modalidade. Mas será que os brasileiros se protegem na hora do sexo oral? "A prática também pode transmitir todos os tipos de Doenças Sexualmente Transmissiveis (DST)", afirma a ginecologista Rosa Maria Neme.

De acordo com a especialista, de cada 10 mulheres que são atendidas no consultório, 7 confessam que não usam camisinha para fazer sexo oral em seus parceiros. Um dado preocupante devido os riscos que o sexo oral sem proteção pode trazer ao organismo. Doenças como herpes, sífilis e gonorreia podem ser facilmente transmitidas a partir da prática. "Uma pequena área lesada permite a entrada de um vírus. E vale lembrar que pequenos machucados na boca são muito comuns", explica o ginecologista e obstetra Linderman Alves Vieira.

Até mesmo o HIV, vírus causador da Aids, pode ser transmitido através do sexo oral, embora as chances de contaminação sejam menores do que quando ocorre a penetração. "O pH da boca (neutro e-ou levemente ácido) e o contato somente com a superfície do pênis ou da vagina diminuem os riscos de contágio. Mas, mesmo apesar de pequeno, o perigo existe", diz a ginecologista Maria Rosa Neme.

Proteção na mulher
Os ginecologistas são taxativos ao dizer que a proteção da vagina para a prática do sexo oral é totalmente deficiente. "No caso das mulheres o problema é maior, porque não existe nenhum amparo específico, como há a camisinha masculina, para a prática do sexo oral", diz a ginecologista Rosa Maria Neme.

Mas existe algum jeito de se proteger? "Mesmo a camisinha feminina não vai proteger, então, a dica é utilizar o papel filme (o mesmo usado na cozinha para embalar alimentos) para cobrir a vagina e não existir o contato direto da boca com a pele", diz a especialista. "O papel deve fazer a cobertura de toda a região da vagina. A boca só pode entrar em contato com o plástico, e não com a vulva", ressalta.

Outra dica da ginecologista é usar a camisinha masculina como escudo. "Cortar a camisinha ao meio e colocá-la sob a vulva pode ser uma alternativa. O lado positivo é que elas apresentam sabores e até texturas diferenciadas, fatores que favorecem a utilização", diz.

Proteção no homem
Os problemas são menores quando o sexo oral é realizado no homem, pois a camisinha apresenta uma proteção bastante eficiente. "O preservativo impede que a boca entre em contato direto com o pênis, oferecendo a proteção necessária", diz o ginecologista Linderman Alves Vieira.

Mas, vale lembrar que a camisinha deve ser usada para todas as variações da relação sexual . "Existem pessoas que só colocam a camisinha no meio da prática do sexo oral, hábito que anula a proteção. Ela deve ser colocada logo que o sexo passar das preliminares", afirma o especialista.

Os riscos que envolvem o sêmen
O contato do sêmen com a boca pode transmitir doenças como a gonorréia. "Se existir alguma lesão na boca, a contaminação das DSTs podem acontecer. O contágio pode ocorrer mesmo quando o esperma não é engolido", afirma a ginecologista Rosa Maria Neme.

Higiene em dia
A falta de higienização das partes íntimas sugere um risco de contaminação ainda maior. "Quando o parceiro não apresenta nenhuma contaminação de doenças, como herpes ou sífilis, mas não prioriza a higienização, as doenças também podem aparecer. Infecções por fungos e bactérias, que causam corrimentos e coceiras, são as principais preocupações", diz Linderman Alves Vieira.

Sexo oral

Mistura segura e saborosa
Quem procura sexo oral com sabor, deve dar atenção para produtos específicos para a prática, em geral antialérgicos, que garantem o prazer sem prejuízos. Utilizar alimentos como leite condensado, chantily, mel, entre outros elementos gastronômicos, pode causar irritações e alergias nos órgãos genitais.

Camisinha de língua
Há produtos à venda no mercado, conhecidos como camisinha de língua, mas o aparato não tem função de proteger, e sim a de funcionar como um estímulo para a hora do sexo oral, já que possui textura, sabor e até massageador, "O produto protege apenas a região da língua, deixando o resto da boca vulnerável", explica a ginecologista.

"Toda relação sexual apresenta riscos, o que podemos frisar é que a proteção precisa existir"

Prática consciente
Mesmo com tantas considerações, os especialistas afirmam que a prática do sexo oral não precisa ser abolida da rotina. "Toda relação sexual apresenta riscos, o que podemos frisar é que a proteção precisa existir. O sexo com penetração, por exemplo, apresenta diversos riscos de contaminação, mas se realizado com consciência tem os perigos eliminados", afirma Linderman.

Conheça os cânceres que afetam o aparelho reprodutor feminino

Exames preventivos são decisivos para a cura desses tumores

Por Minha Vida Publicado em 20/1/2011


Desde sua primeira menstruação, é recomendável que a mulher crie o hábito de consultar um ginecologista regularmente. Essa é uma atitude preventiva essencial para que ela cuide da sua saúde íntima e evite que alguma doença seja descoberta apenas em estágios bastante avançados.

Um dos problemas que mais preocupa médicos e pacientes é, sem sombra de dúvida, o câncer, enfermidade que pode atingir os diversos órgãos do aparelho reprodutor feminino. Por isso, a mulher que se preocupa com a sua saúde, também aprende a se conhecer muito bem para identificar os primeiros sintomas de quando alguma coisa está errada.

De acordo com a especialista em oncologia ginecológica e coordenadora do Programa de Prevenção do Câncer Ginecológico do Hospital Amaral Carvalho de Jaú (SP), Lenira Maria Queiroz Mauad, é preciso primeiramente entender que o aparelho reprodutor feminino é formado por um órgão externo (vulva) e outros internos (vagina, útero, trompas de falópio e ovários). "Todos esses órgãos são passíveis de desenvolver câncer e cada prognóstico irá levar a um tratamento específico", afirma.

Conheça os cânceres que afetam o aparelho reprodutor feminino - Foto: Getty Images

Mauad explica também que a mama não é considerada órgão do sistema reprodutor, embora esteja intimamente relacionada a ele. "Nos países desenvolvidos, o câncer mais comum é o do endométrio, seguido pelo câncer do ovário e depois, colo do útero, vagina e trompas. Já no Brasil, há diferentes dados de acordo com a região, mas, ao que tudo indica, o mais frequente é o câncer do colo do útero, seguido pelo do endométrio e ovário", esclarece.

Apesar da maior incidência de câncer na mulher ser mesmo o de mama, dados do Instituto Nacional do Câncer indicam que, no ano de 2008, 4.812 mulheres brasileiras foram vítimas do câncer de colo de útero. Naquele ano, o câncer de mama contabilizou 11.860 mortes. "O que torna um câncer mais perigoso é seu comportamento, como ele se espalha para os outros órgãos. O câncer de mama tende a ser de pior comportamento se considerarmos casos iniciais, porque pode se espalhar pelo sangue e voltar mesmo depois de vários anos de tratamento", diz a médica.

Conheça os cânceres que afetam o aparelho reprodutor feminino - Foto: Getty Images

Causas e sintomas A ginecologista esclarece que todos os tipos de câncer apresentam sintomas quando em fases já avançadas. Portanto é imprescindível que as mulheres se submetam a exames periódicos de prevenção e detecção precoce. Alguns dos sintomas mais comuns em cada tipo de câncer do aparelho reprodutor feminino são:

Câncer do colo do útero: Segundo a especialista, esse tipo muitas vezes está relacionado à infecção pelo vírus HPV, transmitido sexualmente. No entanto, vários fatores de risco associados, como tabagismo, uso de pílulas, higiene inadequada, mudança frequente de parceiros e outras infecções concomitantes, aumentam o risco do aparecimento e progressão das lesões pré-tumorais.

Em relação aos sintomas, o câncer de colo de útero geralmente provoca corrimento vaginal (às vezes sanguinolento), sangramento nas relações sexuais e dor pélvica em casos mais avançados. "As lesões iniciais e pré-tumorais, não causam sintomas e podem ser detectadas pelo exame ginecológico e pelo teste de Papanicolau", alerta.

Conheça os cânceres que afetam o aparelho reprodutor feminino - Foto: Getty Images

Câncer de endométrio (corpo do útero): De acordo com a especialista, o câncer de endométrio geralmente está relacionado a desequilíbrios hormonais, obesidade na perimenopausa e menopausa, diabetes e pressão alta. "Esse tipo de câncer também pode ser induzido pelo uso inadequado de terapia hormonal para tratamento de sintomas da menopausa", explica.

Câncer de vulva: Na mulher jovem, o câncer de vulva, muitas das vezes, aparece relacionado à infecção pelo HPV. Nas mulheres mais velhas, pode evoluir a partir da coçadura crônica causada por alterações da pele da vulva. Esse tipo de câncer apresenta como principais sintomas, além das coceiras crônicas, o aparecimento de úlceras, feridas ou gânglios na região inguinal.

Câncer do ovário: Para Mauad, no caso do câncer de ovário, o fator hereditário é bastante determinante, apesar da doença também se manifestar frequentemente em mulheres que não engravidaram, são inférteis e fizeram múltiplos tratamentos para indução de ovulação. "Embora estes não sejam os fatores causais, aumentam o risco", afirma.

É possível prevenir? A especialista explica que os cuidados com alimentação, prática de exercícios físicos regulares e sexo com proteção, aliados à atitude de evitar vícios, como o cigarro e o álcool, são medidas gerais que ajudam muito a prevenir todos os tipos de câncer.

"Mas o grande aliado das mulheres no combate a esses tumores é o seu ginecologista. A realização de exames periódicos e orientação adequada sobre os cuidados a serem tomados nas diferentes fases da vida, é decisiva na luta contra o câncer feminino", finaliza Mauad.


Sexo e exercícios aliviam dores musculares

Estudos mostram que gestos simples podem ser mais eficazes do que remédios

Publicado em 27/10/2008


Quando os níveis de cansaço e irritação aumentam, entram em ação os poderosos relaxantes musculares tidos como o alívio certo para acabar com qualquer tipo de dor. Porém, com dias cada vez mais atribulados e a pressão constante das crises financeiras que podem atingir a todos, tomar remédios constantemente pode representar um sério perigo para a saúde.

Pensando nisso, especialistas em dor da Universidade de Nova York pesquisaram formas simples para acabar com a tensão nas costas, pescoço e ombros. Para eles, atividades físicas, sexo e uma boa conversa podem ter o mesmo efeito que remédios. Os profissionais esclarecem que, quando você está tenso, ansioso, temeroso ou com raiva, seus músculos se contraem e esta ação prolongada é a responsável por dores severas.

E, para se livrar desse incômodo, a receita é praticar exercícios que descarregam energia e que fazem suar. Para isso, basta manter uma rotina em que seja possível fazer uma caminhada rápida ou corrida, andar de bicicleta, natação, musculação ou fazer sexo. Para o diretor da pesquisa Norman Marcus, outro gesto simples que tem um efeito terapêutico é desabafar com uma pessoa em quem você confia

O professor da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica e clínico geral Samir Rahme, esclarece também que uma das melhores formas de se aliviar a tensão é se alongar. Mas ele alerta para a suavidade dos movimentos, evitando sentir dor com eles.

Rotação do pescoço
Sente-se numa cadeira, mantendo pescoço, ombros e tronco reto. Primeiro, vire lentamente a cabeça para a direita. Volte à posição inicial e repita para o lado esquerdo. Faça o movimento 10 vezes para cada lado.

Flexão lateral do pescoço
Incline o pescoço lateralmente até encostar a orelha no ombro (ou até onde você conseguir, sem que haja dor). Tome cuidado para não levantar o ombro, ele precisa ficar relaxado para que o alongamento surta efeito. Repita 10 vezes pra cada lado.

Flexão do pescoço
Dobre a cabeça para frente, encostando o queixo no peito. Mantenha aposição por 5 segundos e repita o movimento 10 vezes.

Extensão do pescoço
Leve a cabeça para trás, até que o queixo esteja apontando para o teto. Repita 10 vezes.


Depois dos 30, faça bom uso da maturidade e viva melhor

Oito mulheres mostram que nunca é tarde demais para assumir novos desafios

Por Natalia do Vale Publicado em 5/3/2010 Revisado em 3/3/2011


A escritora Amy Cohen sempre achou que aos trinta anos estaria no melhor momento de sua carreira, teria um marido dedicado e dois filhos lindos.

Mas a realidade foi bem diferente. Aos trinta e cinco anos, Amy perde a mãe, vítima de um câncer, é demitida do trabalho, em que é roteirista de séries de TV, além de ser abandonada pelo namorado com quem planejava se casar.

Diante dessa sucessão de rasteiras, Amy fez o menos improvável numa situação como essa: decidiu reinventar-se. É ela mesmo quem narra a história em tom autobiográfico e libertador do livro Nunca É Tarde Demais (editora BestSeller), cuja maior lição é de que a vida, permite, sim, uma guinada.

No caso de Amy, ela não se deixou sucumbir à dor e às perdas e se lançou para uma jornada de novas descobertas e transformações.

Amy decidiu passar por novas experiências - até mesmo aprender a andar de bicicleta.

"Com a maturidade, você já sabe o que quer e não tem mais os medos e inseguranças da juventude. É a hora de aproveitar a oportunidade que nunca teve e fazer a vida ficar mais animada, assumindo novos desafios", explica a psicóloga Marina Vasconcellos.

A seguir, você confere histórias inspiradoras de mulheres, como Amy, que expandiram seus horizontes em busca da felicidade.

Mulher no volante
Pé na tábua

Miriam Nascimento nunca fez questão de dirigir um carro, sempre ocupou o lugar do carona. Mas, depois que seu marido faleceu, além de ter que assumir o negócio da família, uma pousada no litoral, também teve que aprender a ser motorista.

Sozinha e com uma filha pequena, ela se viu impossibilitada de praticar suas atividades corriqueiras por não saber dirigir. "Entrei na auto-escola com 39 anos e venci o meu medo. Foi uma alegria perceber a minha capacidade de superação", conta.

Para a psicóloga Marina Vasconcellos, assumir tarefas vistas como já ultrapassadas para aquela idade é sinal de coragem, pois, quando o fazemos, enfrentamos críticas e lidamos com um fator importante da maturidade: a síndrome da prevenção. "Já sabemos as consequências do que estamos fazemos e temos consciência das nossas limitações", afirma.

Aprendendo inglês
Enrolando a língua

Aos 52 anos, a empregada doméstica Maria Antonia da Silva decidiu retornar a escola para aprender uma outra língua, o inglês. Ela quis aprender o idioma quando teve acesso à internet para ajudar os filhos nas tarefas escolares e viu que muitos dos sites que consultava eram na língua inglesa.

"Era tanta informação nova, que fiquei perdida, então, decidi me matricular na escola e convivo numa boa com minhas colegas de sala, apesar da diferença de idade", conta.

Namoro na terceira idade


Meu novo namorado

E para quem acha que namoro é só para os jovens casais, é melhor conhecer dona Paula Martins. A aposentada ficou viúva há cinco anos e decidiu sair do luto e seguir em frente.

Hoje, aos 74 anos, namora o advogado aposentado Pedro Coelho, de 65 anos, e faz planos de casamento: "não pude me casar na igreja porque eu era muito nova, mas acho lindo casar de branco, por isso, fico namorando os vestidos na vitrine. Um dia eu ainda caso como manda o figurino", diz Paula.

Andar de bicicleta
Primeiro passeio de bicicleta

No final desse ano, Maria Selma realizou o sonho de infância. Aos 47 anos, ela andou pela primeira vez de bicicleta. "Me senti livre, como achei que aconteceria", explica a dona de casa, casada e mãe de três filhos. Antes do grande dia, teve treino. A filha, Flávia, de 24 anos, ajudou.

"Quando eu era criança, meus pais nunca tiveram condições de me dar uma bicicleta, por isso passei a vida inteira sonhando com esse dia", conta Maria Selma.

Para a psicóloga Marina Vasconcellos, a bicicleta faz parte do universo lúdico da criança, porém, mais do que um objeto de lazer, ela é um ícone da infância.

"Esta vontade, como a de Maria Selma, de realizar um desejo que nos remete a nossa infância, representa que crescemos com a bagagem que adquirimos quando ainda somos crianças, seja ela positiva ou negativa, e de que temos capacidade de nos reciclar e nos renovar sempre", explica.

Vestibular
Passei no vestibular!

Auracy Lopes Barbosa sofreu tanto com a ausência da filha, que passou no vestibular e foi morar em outra cidade que até entrou em depressão.

E foi justamente nos estudos que ela encontrou o tratamento para a doença.

Aos 52 anos, ela se matriculou em um curso de enfermagem e sonha em ir mais além: "quero me formar e fazer outros cursos. A mente da gente não envelhece", fala Aracy.

"Envelhecer exercitando a mente é um excelente remédio para os males da terceira-idade. Uma mente ativa é sinônima de velhice saudável", explica a psicóloga.

Balada
Na pista

Baile da saudade? Baile da terceira-idade?
Otília Marques é ótima pé-de-valsa, mas o negócio dela mesmo é a balada no final de semana."Curtir a noite aos 54 anos tem um gostinho especial", afirma ela.

Separada há 20 anos, ela conta que depois que os filhos cresceram e saíram de casa, resolveu encontrar uma forma de fazer reencontrar a alegria e começou a frequentar festas badalas de São Paulo: "adoro música e gente bonita. Essa coisa de baile da terceira idade não está com nada. Eu quero mais é diversão", brinca ela.

Emagrecer
A meta da balança

Não adianta. Chega uma hora que não dá para evitar a seguinte pergunta: "eu estou feliz com o meu corpo?". Se a resposta for "não", deixe a preguiça de lado e corra atrás do prejuízo.

Foi exatamente o que fez Luiza Machado, de 42 anos, depois de engordar 30 quilos, em função de sua separação: "eu não queria mais sair de casa, então, um dia olhei para mim e me perguntei por que eu não mudava aquilo que estava me incomodando", relembra.

Luiza procurou ajuda nutricional e emagreceu 20 quilos. Hoje leva vida nova e se sente orgulhosa de si mesma, quando consegue entrar no manequim 40: "é muito bom me sentir bonita de novo", explica.

Maternidade  tardia
Maternidade na maturidade

Claudia e Sidnei resolveram ficar grávidos aos 40. Depois de se firmar na carreira, a jornalista, hoje com 45 anos, conta que o maior desafio foi superar os medos dos estereótipos: "eu tinha medo de parecer avó do meu filho e de não dar conta do recado em função da minha idade. Hoje ele tem 5 anos e, apesar das limitações típicas da idade, vejo que dei conta do recado e que ser mãe é muito mais do que ter pique e fazer brincadeiras engraçadas, é ter responsabilidade e descontração na medida certa e acho que estou encontrando o equilíbrio", diz Claudia.

o email minhavida@minhavida.com.br